terça-feira, 19 de agosto de 2008

Destino, palavra pesada


A altura é de decisões. Fala-se sério na vida de Diogo Andrade (falo na terceira pessoa porque sinto que alguém tomou de assalto a minha cabeça). O futuro intriga-me, ou ao Diogo, no fundo acho que nos intriga aos dois. E se eu não acredito no destino, o Diogo está convicto que "isso" existe. Eu não acredito no destino porque estou convicto que nós temos controle absoluto das nossas decisões, vontades, somos nós que controlamos o destino. O Diogo acha que existe "alguém" que redigiu a nossa história, alguém que já sabe o nosso futuro, que sabe as nossas decisões, vontades. Eu pessoalmente acho o Diogo estúpido, mas ensinaram-me a ser tolerante - cuspo no chão. Para quem acredita no mesmo que o Diogo faço-vos um enorme e magnifico manguito e aconselho-vos a mudarem de estratégia, vocês estão enganados, e este Diogo começa a irritar-me.

No que ao futuro diz respeito, os caminhos que traçamos são extremamente sinuosos e as alternativas demasiadas. "Estás no centro da Europa" diriam os meus queridos leitores, eu sinceramente acho que não. Aliás, não quero é saber, quero estar no centro do meu pensamento, da minha vontade. "Queres ser importante, rico, conhecido, Diogo?", não, quero é que ninguém me julgue, que gostem de mim como sou, quero ser feliz (e, se não for pedir muito - este ano portei-me bem - que o Benfica seja campeão, a equipa até nem é má de todo). A felicidade alterna de pessoa para pessoa, inacreditavelmente neste capítulo eu e o Diogo estamos de acordo, a felicidade para nós é a mesma. Agora vocês estarão a pensar (ou não) "mas como pode o Diogo ser feliz acreditando no destino?", não sei, perguntem-lhe a ele.

Relatividade, palavra que irrita a maioria dos cépticos (e os judeus também - cuspo no chão), mas que pode ajudar a fugir à maioria das decisões / opiniões. Quando não sabes o que fazer ao teu futuro (destino para o Diogo e outros idiotas, crentes de uma força maior que a do Phelps), dizes "o meu futuro? Isso é relativo.", funciona perfeitamente, como a sobejamente conhecida: "um defeito meu? Teimosia". A relatividade enerva-me, nada é relativo (para vocês, cambada de filósofos, intelectuais agarrados a ideias que se contradizem umas às outras), nós é que tornamos as coisas relativas, geralmente (99% das vezes) quando nos convém. A relatividade serve para adiar o inevitável, serve para ganhar tempo, se achas ou queres alguma coisa diz, make a stand, se relativizares estás a dar a hipótese a alguém de ser feliz com a tua opinião. Não deixes ninguém ser feliz por ti, sê feliz com o que tens e assume a tua felicidade. E depois disto, não me venhas falar no destino, puto estúpido.

Alors, s'il vous plait, je vous en prie.

1 comentário:

Leki disse...

uma coisa é certa este ano somos campeoes, mesmo a jogar contra 15 todos os jogos, limpamos isto na primeira volta!!!GALÁCTICOS!!!

em relaçao ao resto deves andar mesmo a fumar algo muito estranho por essas bandas, daqui a pouco levas por empurrao...deixa-te dessas tangas, quem te conhece, sabe bem como és!!lol